Chuck Palahnuik, jornalista e escritor, mostra um grupo de jovens que transformam a violência em
uma necessidade, quase uma purificação.
Clube da luta é o mesmo que a gente sente em algum momento de nossas vidas. Cada vez
que trabalhamos umas horas a mais, que deixamos de fazer algo que desajávamos
muito para esticar no emprego, a frustração faz com que nos sintamos escravos de
algo que não tem forma: Não é por acaso que toda propaganda de telefone,
seguradora e banco mostra você se divertindo com as pessoas que ama, vendo o pôr
do sol. É o símbolo dos anseios humanos.
“Clube da luta ” lida com isso. E lida com maestria. Mesmo
sendo radical em muitos momentos, o discurso do personagem é muito bem
sustentado e você embarca com ele na sua viagem alucinada. O que o personagem
alega é que nos tornamos escravos de nossos livros, discos, TVs, móveis, contas
bancárias. O que ele defende é a desvinculação de tudo. E a luta é uma das
ferramentas para trilhar esse caminho na busca de se desvincular da realidade.
Em sua opinião, só quando você perde tudo, só quando chegou ao fundo e abriu mão
de cada coisa você está realmente livre e pronto para recomeçar.
